A colonização interna foi um conjunto de ideias, políticas e técnicas que visaram promover conjugadamente a agricultura e a ocupação humana de regiões consideradas desertas ou pouco produtivas de Portugal, em particular os baldios e os “incultos” dos latifúndios do Sul. Durante o Estado Novo, e especialmente durante a década de 1950, o projecto colonizador foi desenvolvido em articulação internacional, nomeadamente com a Espanha franquista e a democracia cristã italiana.