Realizada na passagem de ano de 1972 para 1973, a vigília da Capela do Rato foi o momento mais emblemático da oposição dos chamados «católicos progressistas» contra o regime do Estado Novo. Pelas repercussões que gerou, seja no plano interno (v.g., invasão de um templo pela polícia, debates na Assembleia Nacional, demissão dos funcionários públicos envolvidos na vigília), seja no plano internacional, o «caso da Capela do Rato» tornou-se um «lugar de memória» ainda hoje não isento de controvérsia, nomeadamente quanto ao envolvimento de alguns dos seus promotores com o grupo de luta armada das Brigadas Revolucionárias.