A televisão em Portugal surgiu em 1956 como um projeto de modernização, assente em intensas relações transnacionais. Integrada em redes europeias, dependente de tecnologia, formatos e conteúdos estrangeiros, a RTP combinou, durante o Estado Novo, serviço público, influência anglo-americana e controlo censório, moldando práticas culturais, consumo, sociabilidades e quotidianos, evoluindo depois, num quadro de mudanças políticas e económicas, no sentido de uma aproximação ao ethos da televisão comercial.
O conceito de latinidade emergiu no século XIX, no contexto do Risorgimento italiano, como um projeto político e cultural que visava fortalecer os laços entre as nações de matriz latina na Europa e nas Américas Central e do Sul. Associado ao romantismo e ao nacionalismo, este conceito foi instrumentalizado por diferentes correntes ideológicas, e, em particular, pelo fascismo italiano. Contudo, com a aproximação da Itália fascista à Alemanha nazi, a ideia de uma comunidade panlatina foi, progressivamente, esvaziada.
A 1 de fevereiro de 1908, num ambiente de crescente descontentamento e agitação política, o rei e o príncipe herdeiro são mortos no Terreiro do Paço, em Lisboa. A singularidade deste evento na história portuguesa deve ser articulada, de forma comparativa, com acontecimentos similares que têm lugar na Europa e nos Estados Unidos da América naquele período.
Analisa-se a presença histórica do Islão e das confrarias sufis em Moçambique. Séculos antes da colonização portuguesa, ordens como a Qadiriyya e a Shadhiliyya expandiram-se por rotas comerciais, promovendo literacia, educação e prática religiosa. Apesar da política católica colonial, prosperaram, moldando as comunidades muçulmanas do Norte. Atualmente, rituais sufis coexistem com movimentos reformistas como wahhabitas e deobandis, refletindo diversidade e disputas religiosas persistentes.
A família Prats, originária de Llagostera, um dos principais núcleos corticeiros de Girona, consolidou desde meados do século XIX uma trajetória empresarial profundamente ligada à indústria da cortiça. Ao longo de várias gerações, os membros da família fundaram fábricas, armazéns e empresas exportadoras, estabeleceram alianças comerciais transnacionais e criaram uma rota estável de exportação com Hamburgo, que se tornou um ponto-chave para os seus negócios. As redes familiares, a mobilidade geográfica e a capacidade de adaptação moldaram a trajetória dos Prats no sector corticeiro, cuja evolução foi influenciada por conjunturas internacionais e pela crescente hegemonia portuguesa na indústria.